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Massa informou a imprensa que vai parar de correr.

Após mais de 14 anos de sua estreia, o brasileiro Felipe Massa anunciou nesta quinta-feira que não vai mais correr na Fórmula 1. O piloto de 35 confirmou que não renovou com a Williams para a próxima temporada e encerrará a sua longa história na categoria.

Desde a sua estreia no GP da Austrália em 2002, foram 242 participações em corridas, 11 vitórias e 14 pole positions em 14 temporadas na categoria – ele só ficou de fora de 2003. Massa ainda ficou próximo de conquistar o Mundial de Pilotos de 2008, mas acabou com o vice na prova que marcou o seu último triunfo na categoria, no GP do Brasil de 2008.

"A vida nos apresenta muitas escolhas e eu acho que para mim chegouo momento onde eu tenho fazer algo diferente. Talvez você vai me ver de novo ao volante de um carro de corrida, mas no momento a única certeza que tenho é que eu vou ter um monte de tempo para decidir sobre o que fazer no futuro", disse Massa em coluna publicada no site "Motorsport".

O companheiro de equipe de Massa, o finlandês Valtteri Bottas, disse que a Fórmula 1 perde um grande piloto.

"Ele é um cara muito legal para trabalhar. Ele ainda é rápido, acho que ele é subestimado. Está passando por um período complicado agora, mas o respeito como pessoa e como piloto. Claro que, por ele ser muito experiente, já passou por várias coisas em sua carreira e definitivamente posso aprender com isso, especialmente com as linhas que ele faz nas pistas. Mas acertamos o carro de maneira um pouco diferente, então desse lado não pude aproveitar muito", disse.

Ascensão e título próximo

Massa estreou na Fórmula 1 em 2002 pela Sauber, equipe na qual correu por três temporadas – em 2003 ele não participou do grid. Sua regularidade, com dois quartos lugares nos GPs da Bélgica de 2004 e Canadá de 2005 como melhores resultados, chamou a atenção da Ferrari, que o anunciou como piloto para a temporada de 2006.

Nas oito temporadas que esteve em Maranello, Felipe Massa construiu uma relação próxima a Michael Schumacher no único ano em que correram como companheiros. O alemão se aposentou ao final de 2006, abrindo espaço para o brasileiro brigar por títulos tendo como parceiro de equipe o finlandês Kimi Raikkonen.

Em 2007, um início forte de Raikkonen com três pódios nas primeiras três corridas, praticamente selou o finlandês como a principal aposta da Ferrari para o título. Massa teve um papel importante na ajuda ao companheiro e terminou o ano na quarta colocação do Mundial de Pilotos, uma posição abaixo de sua estreia na escuderia no ano anterior.

O ano de 2008 marcou a melhor temporada do brasileiro na categoria. Mais regular do que Raikkonen no começo do ano, Massa logo despontou na briga pelo título e teve ele nas mãos por alguns segundos na prova final em Interlagos. Porém, uma ultrapassagem de Hamilton em cima de Timo Glock pela quinta colocação nas curvas finais selou o campeonato a favor do britânico por um mísero ponto.

Massa encerrou a temporada com seis vitórias, incluindo a última prova em Interlagos, e consolidou seu nome como potencial candidato a títulos nos anos seguintes apesar do decepcionante vice-campeonato. Porém, 2009 marcou um ponto de virada na carreira do brasileiro.

Acidente e mudança de equipe

Massa teve um começo de ano complicado em 2009 e só conseguiu subir ao pódio na nona etapa, com um terceiro lugar no GP da Alemanha. Já longe da briga pelo título, ele viu a situação piorar mais na prova seguinte, quando foi atingido por uma mola que se desprendeu do carro de Rubens Barrichello na Hungria.

O acidente tirou o brasileiro do restante da temporada e, mesmo após a volta na temporada seguinte, Massa nunca mais brigou pelo título mundial. Completou mais quatro temporadas pela Ferrari, mas não venceu mais nenhuma corrida e teve como melhores resultados no Mundial de Pilotos o sexto lugar em 2010 e 2011.

Em 2014, Felipe Massa trocou de equipe pela segunda vez na carreira na Fórmula 1. Na Williams, manteve um desempenho parecido com o vistos nos últimos anos, conseguindo cinco pódios e tendo como melhor resultado um segundo lugar no GP de Abu Dhabi de 2014. Muito elogiado por sua postura e por sua ajuda no desenvolvimento da equipe, se despede em 2016 naquele que talvez seja seu ano mais opaco nas pistas, ocupando a 10ª colocação atual na temporada.




Fonte : UOL Esporte